Análise: Pouca disponibilidade de trigo pode elevar preço

PR e RS dispõem de 1,1 milhão de toneladas, porém muito de cooperativas
KURTZ, Paulo/Embrapa

“O tamanho da disponibilidade: todo mundo está querendo saber quanto trigo ainda não comercializado existe no Brasil. Dependendo desta informação a tendência do preço poderá mudar para cima ou para baixo”. A afirmação é do analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco.

Segundo o especialista apurou, os dois maiores produtores brasileiros do cereal de inverno (responsáveis por 90% da safra nacional) ainda dispõem de 1,1 milhão de toneladas. O Rio Grande do Sul deve ter ainda 700 mil toneladas de trigo disponíveis até a entrada da próxima safra (por volta de outubro/novembro). A disponibilidade de trigo não comercializado no Paraná estaria ao redor de 400 mil toneladas.

“Mas, este volume não significa a disponibilidade de matéria prima para o mercado, porque grande parte dele é de produto armazenado nas cooperativas que possuem moinho, que não os colocam à venda. Motivo pelo qual a verdadeira disponibilidade é muito menor – em minha opinião, menos da metade”, afirma Pacheco.

De acordo com o analista da T&F, isso exigirá algumas compras de trigo importado – do Paraguai para os moinhos do Oeste e talvez da Argentina, para os do Leste – até que se possa usar o trigo da safra 2017/18, a partir de outubro.

AGROLINK - Leonardo Gottems